Seria mais fácil ser eu e os pombos. Seria mais fácil evitar a fala, evitar os olhares sentimentais, evitar a conspiração que gira em torno das dúvidas existenciais.
Seria mais fácil ser a água todos os dias límpida e não turva, seria mais fácil evitar pensar.

O ser que enrola a carne humana, torna-se por vezes um emaranhado tal que chega a encarar o espelho como um predador de emoções. A conversa que se tem para si mesmo começa a ser uma ameaça a todas as construções físicas e lúcidas, evita o homem, a todo o custo, imaginar a sua própria bacidez mental.

Metafísicas? Físicas? Apenas ser a carne e a razão.
Mas porquê o coração, esse devorador que institui o medo, mas que ostenta o sonho de pedir o impossível...

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