O meu incontrolável ego não me deixa descansada... Pior que morrer sem sentir é sentir sem morrer.
É sentir a boca tão seca que a língua colapsa. É morrer por dentro e viver em sangue, tê-lo a coalhar. É estar embrulhada numa rede sem saída. É arder sem morrer asfixiada. Evitar o fumo mas querer-se entregar ao infinito nevoeiro. É pensar acreditar que há céu, ao invés ver um pano de algodão preto. Ter o corpo maldito e o coração esfanicado, embebido numa lânguida e mórbida poção. Um estado peçonhento.
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