Preto e carvão no coração

"A saudade. Fugir de um estado que é adorar. Que é quem sabe amar. Uma palavra forte que por vezes analiso sem calma. Ah... Pois com alma... Que loucura sentir que sim existe essa vontade de evasão especial... Profundamente desejo divagar nos lençóis que acolhem verdadeiras confidências, sonhar nunca mais sair daquele sonho... Demasiada droga e demasiado álcool, aquele álcool bem melhor que outro, aquela droga também ela mais saciante... Mas vicia, e muito. Pedrada de emoções, sensações que nos elevam... Avançar com os nossos medos, enfrentar Deus de frente, senti-lo ali perto, porque tal benção só poder ter Essas mãos... O autêntico, o profundo querer, o mudar a hora, porque conseguimos combater o avançar do tempo, porque todos os relógios pararam naqueles breves momentos... A efemeridade temporal, mas a eternidade daquele momento sensacional fantástico que me faz sobrevoar a cidade. A segurança que aqueles braços me dão... Encarecer da alma, coloca o meu corpo no extremo, exaltação num enrolar de dois espíritos materializados por duas carnes que partilham essa tão bela e forte luxúria. Exuberância que é ostentada para nós, que nos mantém em nós trocando por momentos pedaços de vidas... Porque afinal somos nós. Mais ninguém – somos para nós, os beijos, os abraços, o sexo, os devaneios e as loucuras, as carícias e o prazer, são nossos, pertencem só a nós e para sempre hão-de ser nossos."

Excerto de mim. Como um excerto destes de mim... Um pedaço que arranquei na altura e escrevi. Sentido e provado. As palavras que sairam de todos os poros da minha pele.

But this time..... I'll use black.

Amargurada.
Para sempre.
Bons tempos agradáveis de saudade....
Mas agora....
Preto e carvão no coração.

Comentários

Anónimo disse…
JÁ DIZIA O FILÓSOFO---"Uma satisfação que acabámos de gozar e cuja lembrança está fresca e ainda próxima, age sobre a vontade com mais violência do que outra cujos traços estão atenuados e quase apagados. Don­de vem isso, portanto, a não ser do facto de que a me­mória, no primeiro caso, secunda a fantasia e dá às suas concepções um suplemento de força e vigor? A imagem do prazer passado, na sua força e violência, confere as suas qualidades à ideia do prazer futuro, que lhe está vinculado pela semelhança."por isso acho que nós nos reduzimos a seres com "violenta(/ou não) Vontade...*Fábio
Rita disse…
É verdade. Mas não deixemos que a lembrança mate o presente.

Bgd plas palavras.
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