Gostava de poder sonhar, sem pensar.


E poder ser eu. Só eu, sem interferências externas.

A UTOPIA. 
Não ser livre porque não se é nunca inteiramente livre quando não se pode sonhar sem pensar. É a inconsequência do acto de sonhar. E também o sonhar ser só eu e não eu e os outros "eus" que no fundo me tornam no "eu".
Como é bom quando me consigo ser só eu. Afinal, quase a negação da utopia.

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