Janela verde e reticências

O que aconchega de um abraço só. Aquele que tem o sorriso que ilumina a alma e aquece o corpo. E que tem as mãos que arrepiam a espinha. O que suspira por um novo som acústico tilintante. Aquele que sabe distinguir o cheiro da baunilha, do cheiro da canela e do cheiro do chocolate. E que gosta de amoras. Aquele que é simples mas não simplório. O clássico blazer com as vans. E o xadrez e o preto forever. Aquele que gosta da Hints do José Gonzalez. Mas que também gosta de CSS e explode com a Stop Breaking Down dos WS. O que chora com a minor fall and the major lift. O que gosta de fazer sexo ao som da Roadhouse Blues ou da Whole lotta love... O que canta e encanta (mas não por cantar!) e tem um humor ácido e negro, que me faz rir. Aquele do olhar condescente e doce, mas irreverente e very rough. O que aguenta as minhas crónicas do eu e os delírios vagos e que ainda por cima até acha piada. Aquele que eu amo. Que venera o Desassossego mas que é sossegado. E que adora a mãe. E a minha também. O que adora devorar snacks. Ele que se derrete com os gatos e não se importa de ficar arranhado. E que se arrepia a ouvir a serenata. E que se passa com pimbalhada e saloiada da pura... Vá, ligeiramente snob, admito. Ele que vai comigo dar a volta ao mundo sem sair da cama. É de facto, e exactamente este. Se é que não me esqueci de nenhum promenor... Perfect. Um caminho torto... 
Grande janela verde...

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